A SBMFC busca o fortalecimento do movimento dos profissionais que atuam em Atenção Primária em Saúde (APS), incluindo os do Programa de Saúde da Família (PSF). Para tanto, no caso dos médicos:
1 - Integrar na SBMFC os médicos da área em todo o Brasil, com uma entidade filiada em cada estado (algumas existentes e outras a serem criadas). Ampliar o número de associados e a participação dos mesmos.
2 - Luta por direitos trabalhistas e condições adequadas de trabalho para os profissionais.
3 - Concessão criteriosa de Títulos de Especialista em Medicina de Família e Comunidade pela SBMFC (o próximo concurso ocorrerá em maio de 2005 às vésperas do VII Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade que ocorrerá em Belo Horizonte, MG).
4 - Favorecer a qualificação, a atualização e educação continuada do médico que oferece atenção integral e continuada de primeira linha às populações.
5 - Colaborar com o Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e outros órgãos na tarefa de desenvolver e aprimorar a Atenção Primária em Saúde no Brasil, com qualidade.
6 - Fortalecimento político da Atenção Primária, da Medicina Geral Comunitária, da Saúde da Família e de áreas afins, como um todo integrado.
7 - Estímulos e sistema de acreditação de Programas de Residência, Especialização e outros nestas áreas.
8 - Mesmo reconhecendo a primazia da Residência Médica, propor um plano nacional de especialização e reciclagem em MFC. Articulá-lo com a concessão de Títulos de Especialista.
9 - Apoio, criterioso, a programas de especialização em Saúde Comunitária / Saúde da Família para múltiplas profissões de saúde, em ambiente de convívio interdisciplinar, com treinamento em serviço (incluindo a possibilidade do formato de Residência) - com acreditação, para terem qualidade.
10 - Desenvolver a produção científica e sua divulgação.
11 - Criação de linhas de pesquisa, Mestrados e Doutorados em MFC.
12 - Realizar ou colaborar na acreditação de serviços de APS ou Atenção Básica em saúde (incluindo os do PSF).
13 - Estimular que as equipes do PSF e demais serviços de APS atuem com profissionais com perfil adequado e realmente capacitado para este trabalho. No caso dos médicos, que priorizem os especialistas em Medicina de Família e Comunidade (por Residência ou por Título de Especialista concedido pela SBMFC).
14 - Buscar o desenvolvimento da MFC e da APS no Brasil, de forma consciente, crítica e autônoma.
15 - Por último, mas não menos importante, combater as tendências no PSF, algumas até aparentemente estimuladas ou aceitas pelo Ministério da Saúde tais como:
a) O seguimento de diretrizes do “pacote mínimo” - BIRD, FMI, ... ";
b) Equipe "mínima", pouco interdisciplinar;
c) Atuação ainda muito centrada em atividades curativas, deficiência em prevenção;
d) Atenção muito voltada a indivíduos e a famílias, em geral reduzida para a comunidade e para ações de saúde coletiva;
e) Unidades do PSF muito isoladas e desintegradas do restante do SUS;
f) Qualidade e resolutividade abaixo do grande potencial desta área.