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Grupo de trabalho de Doenças Respiratórios é integrado na SBMFC 28/03/2017

 A SBMFC tem o GRESP – GT de problemas respiratórios. O grupo está instituído desde 2012.  Tem como objetivo principal desenvolver estratégias de aprimoramento profissional para as equipes de ESF/APS na abordagem dos problemas respiratórios crônicos e para o tabagismo, promovendo o diagnóstico precoce, otimização da terapêutica, maior controle dos sintomas, e consequente  diminuição das internações, da demanda de atendimentos  de  urgência e emergência,  melhora na qualidade de vida , redução do impacto socioeconômico e fortalecimento do papel da APS como coordenadora e ordenadora do cuidado. O GT é coordenado por Sonia Martins, juntamente com William Salibe Filho e Maria Lúcia Medeiros Lenz, coordenadores adjuntos e Jonatas Leonio, Marilyn Urrutia Pereira e Patrícia Dias Braz.

 

 

“As Doenças Respiratórias Crônicas (DRC) estão aumentando em prevalência e mortalidade, representando um dos maiores problemas de saúde mundial, sendo considerada uma das principais causas de internação no SUS, particularmente entre as crianças e os idosos, prejudicando a qualidade de vida e provocando incapacidade nos indivíduos afetados”, explica Sonia, MFC e Docente de Atenção Primária na Faculdade de Medicina do ABC. A asma e a DPOC são as doenças respiratórias crônicas mais prevalentes, também consideradas como condições sensíveis à atenção primária. No entanto, a abordagem dessas condições pelas equipes da APS está restrita ao tratamento sintomático das exacerbações.  O subdiagnóstico e a falta de controle dos sintomas são frequentes.

 

A equipe do GT é formada por profissionais com interesses mútuos em melhorar a gestão das doenças respiratórias crônicas e tabagismo em seus municípios e regiões, bem como interesse em desenvolver projetos de pesquisa de investigação e de implementação. Os interessados em participar devem acionar a coordenação pelos contatos: s.maria.martins@uol.com.br ou (11) 94192-5575. As reuniões de discussão são realizadas na Faculdade de Medicina do ABC, devido a maioria dos membros ser de São Paulo, mas também acontece via online pelo Skype.

Sonia ainda explica que a abordagem das condições respiratórias crônicas e do tabagismo deve ser multidisciplinar. “São bem-vindos ao grupo profissionais médicos, residentes e profissionais da equipe multidisciplinar (enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, educadores físicos, Psicólogos e Terapeutas ocupacionais com interesse pelo tema)”, ressalta.

 

Entre as atividades que englobam o GT, estão:

 Produzir materiais científicas e diretrizes para DRC e Tabagismo na APS;

·         Aprimorar mecanismos de divulgação da Saúde Respiratória na APS;

·         Promover ações de educação permanente para o fortalecimento da capacidade resolutiva dos profissionais para as DRC e tabagismo;

·         Promover formação/atualização multiprofissional para o manejo das DRC e tabagismo;

·         Sensibilizar as secretarias de saúde, para a importância de ações de educação permanente e programas de gestão em asma, DPOC e tabagismo;

·         Sensibilizar as secretarias de saúde e os profissionais para a importância de ações integradas de cuidados colaborativos entre a atenção secundária e a atenção primária para o manejo dos casos respiratórios complexos;

·         Sensibilizar as secretarias de saúde e os profissionais para a importância da organização da linha do cuidado das condições respiratórias crônicas e do tabagismo dentro da rede das condições crônicas;

·         Fortalecer a parceria com os outros grupos de trabalho de problemas respiratórios na América Latina e Portugal para ações e projetos conjuntos;

·         Apoiar as ações do grupo internacional de cuidados respiratórios (IPCRG) na América Latina;

·         Ampliar a participação do GT nas atividades e eventos da SBMFC e eventos  das sociedades regionais de Medicina de Família;

·         Promover seminários e fóruns de discussão sobre os temas DRC e tabagismo na atenção primária.

·         Sensibilizar profissionais com interesses pelo tema para estimular as boas práticas em saúde respiratória e tabagismo em seus municípios e regiões.

 

Coordenação:

Sonia Maria Martins, Médica de Família, membro da SBMFC,  coordenadora do programa de apoio matricial em Saúde Respiratória em São Bernardo do Campo, coordenadora do Programa de Tabagismo em São Bernardo do Campo, Docente de Atenção Primária na Faculdade de Medicina do ABC, mestranda em ciências da saúde; membro do IPCRG (http://www.theipcrg.org); autora principal do artigo: Implementation of ‘matrix support’ (collaborative care) to reduce asthma and COPD referrals and improve primary care management in Brazil: a pilot observational study (npj Primary Care Respiratory Medicine (2016) 26, 16047; doi: 10.1038/npjpcrm. 2016.47; published online 18 August 2016).

 

Colaboradores:

Rafael Stelmach, médico pneumologista – Divisão de Pneumologia - INCOR, USP, coordenador da Iniciativa Global contra a asma no Brasil (GINA).

Albertina de Souza Guerra Bressan, Enfermeira da Família, São Paulo.

Universidades parceiras:

Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo: Dep. de Saúde da Coletividade.

Faculdade de Medicina da USP, São Paulo: Incor – Divisão de Pneumologia.

Universidade Federal dos Pampas, Rio Grande do Sul: Dep. de Pediatra.

 

 

 

 

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