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SBMFC alerta sobre vacinação contra HPV no SUS 30/11/2012

 Recentemente a disponibilidade da vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) no mercado brasileiro fomentou algumas discussões acerca da eficácia e da necessidade dessa imunização.

Até o momento a vacina contra o HPV está disponível apenas nas clinicas particulares, porém, porém o Ministério da Saúde tem sido pressionado por alguns setores da sociedade e pela indústria a oferecer a vacina no SUS, medida que a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) questiona uma vez que ainda não existem estudos suficientes que comprovem sua eficácia e, além disso, gera um alto custo para o sistema público de saúde que poderia ser investido em ações preventivas.

A SBMFC alerta ainda para os riscos do excesso de prevenção causados pela massificação da vacina, ou seja, a disponibilidade da imunização sem que sejam avaliados os grupos em que a mesma realmente tem eficácia e defende a individualização do risco e olhar o indivíduo de maneira global, não só em relação aos hábitos, mas também a suas relações com o meio, com a família e com o ambiente, como medidas importantes para a decisão de qual estratégia será adotada para cada pessoa qualificando o atendimento oferecido e reduzindo gastos.


Confira nota oficial da SBMFC sobre:

"A SBMFC não apoia a inclusão no calendário vacinal e o fornecimento da contra HPV no Brasil, enquanto não houverem estudos mais contundentes que demonstrem beneficio real do uso da mesma, uma vez que apesar da reconhecida evidência contra os condilomas e neoplasias intraepiteliais cervicais, do ponto de vista científico, ainda não existem dados que garantam que a vacina efetivamente proteja as pessoas contra desenvolvimento do câncer de colo de útero propriamente dito e nem reduza a mortalidade por essa patologia, o que seria a principal finalidade de tal investimento público.

Tal liberação poderá expor um grupo populacional com reconhecidas especificidades e vulnerabilidades (adolescentes) a um risco ainda não mensurado, levando em consideração:
1. O potencial dano que será causado devido a divulgação de uma vacina com garantia de proteção ainda não comprovada;
2. Os efeitos colaterais ainda pouco demonstrados;
3. O tempo de proteção conferida pela vacina desconhecida;

A implantação da vacina sem as devidas comprovações científicas pode significar um gasto excessivo e desnecessário de recursos que podem ser utilizados para expandir, melhorar e fortalecer as ações de prevenção já comprovadas para a população, e que garantem verdadeiramente a redução das desigualdades e promoção à equidade.”

Entenda o HPV
O Vírus do Papiloma Humano é um vírus capaz de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, sendo que alguns podem se relacionar com casos de câncer.

O HPV é transmitido por meio do contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.

Posicionamento da Organização Mundial da Saúde sobre a vacina
De acordo com texto publicado no portal do Intituto Nacional do Câncer (INCA), a Organização Mundial da Saúde recomenda que a vacinação rotineira contra HPV seja incluída nos programas nacionais de imunização contanto que a prevenção do câncer colo do útero e de outras doenças relacionadas ao HPV representem uma prioridade em saúde pública; seja factível a introdução da vacinação através do programa nacional de imunização; a sustentabilidade do financiamento possa ser assegurada e a custo-efetividade das estratégias de vacinação no país ou região seja considerada.
Segundo a OMS, as vacinas contra HPV devem ser introduzidas como parte de uma estratégia coordenada para a prevenção do câncer colo do útero e de outras doenças relacionadas ao HPV, e, principalmente, não deve diminuir ou desviar recursos dos programas de rastreamento, pois a continuidade dos mesmos é imprescindível.

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