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Cáries e Gengivites

Cáries e Gengivites

CÁRIE

 

O QUE É CÁRIE?
A cárie é uma doença transmissível e infecciosa. Ela acontece quando existe placa bacteriana nos dentes, dieta rica em açúcares e higiene bucal inadequada. Quando o açúcar entra em contato com a placa bacteriana dos dentes, formam-se ácidos que serão responsáveis pela perda de minerais do dente.

COMO SEI QUE ESTOU COM CÁRIE?
A identificação da cárie pode ser feita através da visão direta dos dentes e do emprego do fio dental. Antes de observar o dente, há necessidade de remoção da placa bacteriana que a recobre. Portanto, você deve fazer o auto-exame após escovar seus dentes e em local bastante iluminado.

Essa doença se estabelece antes de as cavidades serem vistas nos dentes. Portanto, procure alguma alteração de cor como manchas brancas ou acastanhadas na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras) e entre os dentes.

Em um estágio mais avançado da doença, as manchas podem evoluir para cavidades e os sintomas já começam a aparecer: dor quando mastigamos alimentos doces ou quando bebemos algo quente ou gelado, causando desconforto e mau hálito. O fato de o fio dental ficar preso entre os dentes também pode ser um sinal de lesão de cárie.

COMO POSSO EVITAR A CÁRIE?

  • Controlando os fatores que podem ajudar no aparecimento das lesões de cárie.
  • Evitar a ingestão de alimentos açucarados – caso não seja possível, você deve ingeri-los junto às principais refeições.
  • Os alimentos mais cariogênicos são os que apresentam açúcar na sua composição: os doces, as balas, os caramelos, os chocolates, os chicletes e os refrigerantes são exemplos desses alimentos. Existem alguns alimentos que escondem o açúcar na sua composição, como a mostarda e o ketchup. Todos esses alimentos podem ser consumidos, mas de maneira racional, isto é, junto às principais refeições, seguindo-se a escovação.
  • A freqüência com que se come o açúcar é muito importante: quando você ingere açúcar, os seus dentes ficam expostos aos ácidos produtores de cárie durante 20 minutos. O açúcar também pode estar presente em medicamentos, como xaropes para a gripe.
  • Limpar os dentes de maneira adequada, utilizando escova, fio dental e pasta de dente com flúor.
  • O flúor é um importante auxiliar no combate à cárie, pois previne a desmineralização, isto é, a saída de minerais do dente e favorece a remineralização, que é à entrada dos minerais em pequenas lesões de cárie (lesões de manchas brancas ou acastanhadas opacas), antes que elas se tornem cavidades.
  • A limpeza deve ser realizada sempre após as principais refeições e antes de dormir.
  • É importante visitar seu dentista regularmente para que ele possa, através do exame clínico, controlar sua saúde bucal e orientar sobre qualquer dúvida que possa surgir.
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DOENÇAS NAS GENGIVAS

O QUE SÃO AS DOENÇAS NAS GENGIVAS?
Gengivas avermelhadas, mau hálito, sangramento espontâneo ou durante a escovação dos dentes, são alguns sinais que indicam problemas gengivas e exigirão cuidados com sua gengiva.

ESTÁGIOS DAS DOENÇAS NAS GENGIVAS?
A doença nas gengivas é causada pelo acúmulo de placa bacteriana sobre o tecido gengival. Essa placa nada mais é do uma película transparente, que fica acumulada sobre os dentes e ao redor das gengivas.

Essas bactérias promovem a decomposição dos restos alimentares e produzem ácidos que “atacam” dentes e gengiva. Caso não seja retirada rapidamente, essa placa bacteriana pode se materializar com o tempo, se transformar em tártaro e promover a destruição das gengivais, comprometendo a estrutura óssea que sustenta os dentes.

COMO SEI QUE TENHO?
Como não causa dor, muitas vezes as pessoas só vão perceber que estão com a doença quando notam que o dente está “mole”, a ponto de cair.

Outros sinais claros da doença são: mau hálito, sensibilidade ao frio, dentes com raízes expostas, dente descolado das gengivas, presença de pus ao redor da gengiva, gengivas vermelhas e inchadas, inflamação extensa, perda óssea e presença de bolsas periodontais.

As pessoas fumantes, diabéticas, usuárias de medicamentos com imunossupressores ou com história de doença nas gengivas na família tem maiores chances de desenvolver algum problema gengival.


COMO TRATAR DOENÇAS NAS GENGIVAS?

Higienizações dos dentes 3 vezes ao dia com escovação, uso de fio dental e bochecho com enxaguatório a base de clorexidina.

Quando a doença nas gengivas está avançada, com tártaro, sangramento, bolsas, perda de osso e dor, deve-se procurar o dentista, que realizará o melhor tratamento para os dentes e gengivas.

O QUE É UMA BOA HIGIENE BUCAL?

  1. Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter seus dentes e gengivas em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos.
  2. Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver experimentando um problema de mau hálito. Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.

Com uma higiene bucal adequada:
• Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
• A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e/ou uso do fio dental;
• O mau hálito deixa de ser um problema constante.
Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves.

Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, doenças nas gengivas e outros problemas bucais.
• Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.
• Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.
• Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.
• Usar enxagüante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.

Autor: Deborah Ribeiro
deborah.ribeiro.e.o@hotmail.com

Cirurgiã-dentista FO-UFG;
Especialista em Odontologia do Trabalho FOB-USP
Especializanda em Saúde da Família FEN-UFG

Bibliografia
LINDHE, J. Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral. 4 ed. Guanabara Koogan, 2007, 1321p.
DINI, E.L. Uso de Prótese Dental, Índice de Placa e Doença Periodontal. Rev. Odontol. Unesp, n.24, v.1, p. 161-167, 1995