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Pediculose (Piolho)

Pediculose (Piolho)


O que é?
Popularmente conhecida como infestação por piolho, a pediculose humana é uma doença de pele causada por piolhos, que varia de espécie de acordo com o local do corpo:


– Cabeça – Pediculus humanus var. capitis (piolho da cabeça)
– Tronco – Pediculus humanus var. corporis (piolho do corpo);
– Púbis – Phthirus pubis (chato)


Como sou contaminado?
Pode acontecer através de contato direto (uma pessoa para outra, inclusive por relação sexual) ou indireto (escovas de cabelo, pente, roupas, etc.). O piolho é um inseto que não voa, não pula e vive em torno de 30 dias. Dependendo da espécie a fêmea pode colocar até 300 ovos durante sua vida.


O que eu sinto?
Todos os tipos de piolho se alimentam de sangue, e ao sugar liberam substâncias irritantes e sensibilizantes, por isso a coceira é intensa, principalmente nuca e atrás das orelhas. No corpo, acontece principalmente no tronco, abdome, nádegas, região genital, abdominal, tórax e coxas.


Como é feito o diagnóstico?
Usualmente é feito de maneira simples, com o exame físico do paciente durante consulta com médico de família. Deve-se iniciar o exame pela nuca, abrindo o cabelo com as mãos e identificando regiões vermelhas e escoriadas. No corpo, as lesões são pápulas (“bolinhas”) escoriadas pelo ato de coçar e às vezes, até com sangue, em volta dos pêlos. Se for crônico os locais de infestação podem ter a pele mais espessa e até mais escura. O fundamental para o diagnóstico é a presença de lêndeas, ovos brancos acastanhados, que ficam presos aos fios de cabelo. Para diferenciar de “caspa” é só puxar: se for lêndea não sai e se for “caspa” sai facilmente.


O que eu posso fazer?
Avisar aos familiares e pessoas que convivem com você, pois a transmissão é muito fácil e rápida. Existem diversos tratamentos que podem ser utilizados, mas, dificilmente haverá bom resultado se as lêndeas não forem retiradas manualmente.


Em crianças, pode-se passar pente fino com água morna e vinagre branco (2 colheres de sopa de vinagre para cada xícara de água); isso porque essas substâncias “dissolvem” a cola das lêndeas permitindo que sejam retiradas mais facilmente.

 

Em cabelos crespos ou ondulados, um condicionador pode auxiliar no processo de retirada das lêndeas. Ferva seus objetos pessoais, tais como: pente, lençol, roupas, boné, etc. Os piolhos, lêndeas e ninfas que caírem no pano, devem ser deixadas em vinagre diluído em água por um período de 30 minutos, para que sejam mortos. Nunca usar álcool, querosene ou qualquer outro inseticida, pois são tóxicos ao ser humano.
Evite prender os cabelos úmidos; seque-os ao sol ou com secador.


Como eu posso prevenir?
Pessoas que convivem muito próximo com quem tem pediculose ou está em tratamento têm indicação de tratar. Inspecione cabeça e corpo seu e de seus filhos e familiares. Passe um pente fino a procura de lêndeas e piolhos.


Quando devo procurar meu Médico de Família e Comunidade?
Há alguns casos em que o ato de coçar provoca infecção local, havendo necessidade maior de avaliação médica. O diagnóstico de pediculose pode ser difícil e confundido até com escabiose, a depender do local do corpo acometido. Pode haver também reação alérgica que exija tratamento medicamentoso.


O que minha comunidade pode fazer?
A intensa coceira pode, além de contaminar as feridas, levar o paciente a estresse, gerando baixo rendimento escolar ou no trabalho. Por isso, esteja de olho, procure seu médico de família o mais rápido possível ou oriente quem você perceba que possa estar com pediculose, seja na creche, escola, em casa ou trabalho.
Evite sempre compartilhar seus utensílios como pente, boné, travesseiro, lenço de cabeça, presilha, almofada e outros, principalmente com desconhecidos.


Autor: Dra. Ana C. Coutinho
draanaccoutinho@gmail.com

Preceptora do Programa de Residência Médica em MFC SC-GO/PUC-GO/SMS Goiânia
Professora convidada do Departamento de Medicina da PUC-GO

Bibliografia
1. HEUKELBACH, J., OLIVEIRA, F.A.S., FELDMEIER, E. Ectoparasitoses e saúde publica no Brasil: desafios para controle .Cadernos de Saúde Publica. V.19,n.05, Rio de Janeiro, 2003.
2. Barbosa, Júlio Vianna Programa Educacional de Combate ao Piolho. Acesso em 22 Fev 2011. Disponível em: http://www.piolho.fiocruz.br/inde3.html
3. AZULAY & AZULAY Dermatologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997